Mais espaço para a preservação

Com a ampliação, a área do Parque será dobrada. (Foto: Henri Collet)
A cerca de 100 km de Belo Horizonte é possível encontrar belas cachoeiras, flora e fauna do cerrado bem conservadas, águas limpas e sítios arqueológicos de 10 mil anos atrás. Esse lugar é o Parque Nacional da Serra do Cipó. O local foi caminho de bandeirantes, espaço para a agropecuária e extração de “sempre-vivas”, para a pesquisa botânica e hoje é também um lugar para a preservação. Ele foi criado em 1975 como Parque Estadual e, em 1984, foi transformado em Parque Nacional. Lá encontramos o Rio Cipó, um importante afluente de águas limpas para do Rio das Velhas. Atualmente, o Parque tem 33,8 mil hectares e compreende os municípios de Santana do Riacho, Itambé do Mato Dentro, Morro do Pilar e Jaboticatubas, mas há proposta de ampliação de sua área.  

A coordenação do Parque tem a intenção de incluir os municípios de Itabira, Nova União e Taquaraçu de Minas, além de aumentar a área nos demais municípios em que ele já está localizado, adicionando mais 33 mil hectares à área de preservação. A prioridade é proteger campos rupestres e encostas de serras. O processo para a ampliação já foi aberto em Brasília, mas ainda são necessários mais estudos, como por exemplo, o socioeconômico, que cuidará para que casas e pousadas não estejam nas áreas de preservação. A realização de audiências públicas com a comunidade e autoridades será o próximo passo.

Segundo o Chefe do Parque Nacional da Serra do Cipó, Henri Collet, apesar de a ideia ser da direção do Parque, a proposta tem apoio de pesquisadores, autoridades municipais e também da população. “A gente conversa nas comunidades e o pessoal fala: nossa Serra é tão bonita, imagina se tiver casas? Devia ser preservada”, conta Henri. Ele ressalta que a ampliação do Parque dará mais 8 mil hectares de área verde aos centros urbanos, tendo em vista que 65% de sua área atual está em regiões metropolitanas. Henri explica que, além de proteger plantas endêmicas, a ampliação é importante para a sobrevivência de animais encontrados no Parque: “como é uma área sem muita mata, não tem como os animais se esconderem. A onça parda, por exemplo, precisa de grandes áreas para obter sua alimentação”. Com nova infraestrutura, as atividades turísticas do Parque, que recebe mensalmente cerca de 1400 visitantes, também deverão aumentar.

Fonte: http://www.manuelzao.ufmg.br/comunicacao/noticias/mais-espaço-para-a-preservação


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