Hino à Cidade de Rio Acima

Letra e música de Higesipo Augusto de Brito

I

Entoando o teu hino, vivo a cantar, E cantando eu vivo a contemplar Teu céu, teu sol, teus rios, Tuas noites e o teu luar.

Princesinha das serras dos minerais, Das cascatas, sonatas ouço a sonhar, Oh! linda natureza, eu te quero demais, Em ti, tudo um amor, num esplendor de glórias imortais.

II

Legendário encerra o teu brasão, De grandezas sublimes do teu valor. Venero o teu pendão Rio Acima, berço de amor. És um rio, e um rio tens a rolar Em teu seio, rasgando-o, buscando o mar.

Trazendo altiva imagem, teu nome consagrar, Pujança em que terei pra sempre a ti, de ti sempre serei.

III

Demandando uma galera Rio Acima, sem temor, Encontrando noutras eras, Navegante e viajor Defrontaram a ti, soberana flor, Coração de Minas Gerais, Renascente à luz e ao amor conduz, Esquecer-te-ei jamais. Salve! A brisa que faz tremular teu pendão.

Salve! Um grito de paz e amor na canção.

IV

Salve! Salve! Natureza fulgente, em luz, Que clareza na grandeza da integração.

Esplendor tens, de um céu, tudo em ti reluz, És Brasil, Brasil do coração Desta gente, que ardente amor enfim Nutre a ti, para sempre cantar assim, Salve! Salve!

Rio Acima, formosa flor, Da esperança e de amor. Salve! Salve! Rio Acima, formosa flor Da esperança e do amor.